
Acalanto do pseudo
Na brisa fria hodierna
Senti o teu perfume
Porque eu fiz teu perfeume
Assim como te fizeram pra mim
É doce, porque me impulsiona
Minha força motriz é o amor
Um dia será a de todo mundo
Ou o mundo não será
Não é reflexo de minha falta
Pois não é vista em fonte de Narciso
É desejo de ser Arlequim
E não mais pierrô transido
Talvez seja máscara de meu desterro ,
Talvez fruto da imaginação
É quase que aconchego,
Eu diria: saudável evasão
É o motivo mais emotivo,
Que me garante segurança
Que me afasta do devaneio,
E que me traz esperança
Se for lúdico escapismo,
Deixe-me ser fugitivo
Mas por favor, não me acorde,
Deste sonho de criança
Rafael Reche .´.
*Este texto foi publicado em A Utopia das Palavras, volume seis.
O escreví por volta de Abril de 2006, e tenho por ele muito apreço.
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