
Já concordei: "O dinheiro não é tudo". Já discordei: "Tudo é a falta de dinheiro". E duvido: é fundamental mesmo muito dinheiro? São fundamentais essas quantias imensas que, em vez de servirem a nossa vida, nos obrigam a trabalhar por elas? Quais são os bens materiais mínimos que Santo Agostinho apregoava como fundamentais para exercer as virtudes do espírito? O miserável, é evidente, não pode colocar um calção de banho, como eu faço, e caminhar na praia diariamente, como uma criança feliz. Mas o milionário igualmente não pode. No balanço da felicidade humana, quanto vale uma amizade? Uma fé? Uma reputação? Aqui entre nós, Judas, 30 dinheiros foi mesmo um bom preço?
Um comentário:
Sei não, os milionários compram praias só pra eles.
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